A Terceira Visão

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Livro “A Terceira Visão” (The Third Eye, 1956) de T. Lobsang Rampa

A Terceira Visão

A extraordinária força da mente humana

[Resumo] No Tibete acreditam que o corpo humano é uma mera concha, ativada pelo ente maior, o super Eu que se liberta durante o sono ou depois da morte; acreditam que o homem é colocado dentro de um corpo físico e enfermiço de forma a poder aprender e progredir; durante o sono, o homem volta a viver num plano diferente de existência, quando uma pessoa se deita para dormir, o espírito liberta-se da carcaça física e flutua no espaço. O espírito continua em contato com o corpo através do “cordão de prata” que se mantém preso até o momento da morte. Os sonhos são experiências vividas no plano espiritual do sono. Quando o espírito volta ao corpo, o choque do acordar deforma a memória do sonho, a menos que se tenha recebido treino especial de forma a que sonho pareça altamente improvável para a pessoa acordada.

Não existe a morte, assim como ao fim do dia um homem despe suas roupas, assim a alma se desfaz do corpo quando este está gasto e velho. A morte é nascimento. Morrer é simplesmente o ato de nascer em um outro plano de existência. O espírito é eterno. O corpo é um mero invólucro temporário que cobre o espírito, que é escolhido de acordo com a missão a cumprir na Terra. A aparência exterior é, portanto de pouquíssima importância. O que importa é a alma que está dentro. Um grande profeta pode parecer nas vestes de um mendigo enquanto um homem que muito pecou na sua vida anterior pode desta vez nascer em riqueza para o experimentar e ver se continua a pecar quando não tem a desculpa da pobreza para o tentar.

Um homem pode sofrer muito durante sua vida, e isso não significa necessariamente que na sua vida anterior foi um pecador, talvez essa seja a melhor maneira de aprender certas coisas. A experiência pessoal é o melhor mestre.

As pessoas têm auras, perfis coloridos que circundam o corpo e pela intensidade dessas cores as pessoas clarividentes podem deduzir o estado de saúde, de caráter e o estado geral de desenvolvimento espiritual da pessoa. Essa aura é a radiação da força vital íntima, do eu, ou da alma. No momento da morte essa luz diminui um pouco quando a alma abandona o corpo na sua viagem para o estágio seguinte da sua existência. No momento da morte o cordão que junta os corpos, físico e espiritual, adelga-se, quebra-se e o espírito afasta-se. É nessa ocasião que ocorre a morte que não é mais que o nascimento numa nova vida, pois esse cordão é semelhante ao cordão umbilical que é cortado para permitir ao recém-nascido uma existência independente.

Na opinião dos tibetanos, um corpo leva três dias para morrer, é esse o tempo necessário para a cessação de toda atividade física e para o espírito, a alma, se libertar completamente de seu invólucro carnal. Acreditam que durante a vida de um corpo se forma um duplo etéreo, esse duplo etéreo pode tornar-se um fantasma. Provavelmente todos já tiveram a seguinte sensação: depois de olhar para uma luz forte, virar-se e aparentemente continuar a ver a luz. Nós consideramos um fenômeno elétrico, um campo de força, e esse duplo etéreo que fica além da morte é semelhante a luz que se vê depois de olhar para um forte foco luminoso ou, em termos de eletricidade, como um forte campo magnético residual. Se o corpo tem razões fortes para se agarrar a vida, cria uma forte força etérea e esta forma um fantasma que fica a habitar os cenários familiares.

Há três corpos básicos: o carnal, por intermédio do qual o espírito aprende as árduas lições da vida; o etéreo ou magnético, que é construído por cada um de nós com a nossa lascívia, os nossos apetites, as nossas paixões fortes e o espiritual, a “alma imortal”. Esta é a crença lamaísta que não corresponde a crença budista ortodoxa. Uma pessoa ao morrer, tem de passar por três estágios, é preciso dispor do seu corpo físico; é preciso dissolver o seu etéreo e é preciso ajudar o seu espírito a encontrar o caminho do seu plano de existência especial. Os antigos egípcios também acreditavam nesse duplo etéreo, nos guias dos mortos e no mundo dos espíritos.

Há muitos anos, de acordo com as lendas do Tibete, toda gente podia usar a terceira visão. Nesses dias os Deuses passeavam pela Terra e misturavam-se com os comuns mortais. A humanidade concebeu a idéia de tomar o lugar dos Deuses e matá-los, esquecendo-se de que os Deuses viam melhor aquilo que os homens podiam ver. Como castigo foi lhes retirada a faculdade da terceira visão. Mas através de gerações alguns tem nascido com a faculdade da clarividência. Aqueles que têm esse dom podem ter esse poder aumentado mil vezes por meio de tratamento apropriado. Como todos os dons especiais, têm de ser tratado com cuidado e respeito.

As pinturas religiosas do Tibete foram vistas por poucos ocidentais, os quais consideraram tais pinturas indecentes. Representam um espírito masculino e um espírito feminino presos num estreito abraço, mas a intenção dessas pinturas está longe de ser obscena, e pela cabeça de nenhum tibetano passaria a considerá-las como tal. Essas duas figuras nuas e abraçadas representam o êxtase que resulta da união do Saber com a Virtude. “Devo admitir que eu próprio fiquei  horrorizado quando vi pela primeira vez que os cristãos adoravam um homem torturado e pregado numa cruz” (monge tibetano Lobsang Rampa).

Os livros sagrados do Tibete são secretos, secretos na medida em que não estão ao alcance daqueles que querem obter a salvação rápida e sem esforço. Para alguns talvez seja reconfortante poder pensar que pode cometer pecados atrás de pecados, e que depois, quando a consciência pesar, basta uma oferenda aos Deuses no templo mais próximo para obter perdão imediato, completo e certo, de forma a poderem recomeçar a sua nova série de pecado. Existe um Deus, um Ente Supremo. Que importa tem o nome que se lhe dá? Deus é um fato. Orar e pedir mercês ou favores, com promessas se o pedido for atendido, é inferir que a salvação está ao alcance do que mais puder pagar, que Deus está precisando de dinheiro e que pode ser “comprado”.

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